31 dezembro 2012

Resenha: Morte e Vida de Charlie St. Cloud



Primeiro tenho que pedir desculpas pelo grande intervalo entre as postagens. Ainda estou arrumando muita coisa no blog, mas estou quebrando a cabeça mesmo é com o domínio, que já está comprado a um bom tempo, mas tem dado erro com o blogger, com o final do ano, estão só me enrolando para me darem uma resposta a respeito. Então o jeito é continuar com o domínio que está até tudo resolver (pelo visto, ano que vem!).

 Li esse livro no início do mês, mas só hoje pude ver o filme, então fiquei com muita vontade de fazer a resenha.

Morte e Vida de Charlie St. Cloud
Ben Sherwood
Editora: Novo Conceito
Tradução: Ivar Panazzolo Junior

Um coração dividido entre dois mundos. Em uma pacata vila de pescadores da Nova Inglaterra, Charlie St. Cloud cuida dos gramados e monumentos de um antigo cemitério onde seu irmão mais jovem, Sam, está enterrado. Após sobreviver ao acidente de carro que tirou a vida de seu irmão, Charlie recebe um dom extraordinário: ele consegue enxergar, conversar e até mesmo brincar com o espírito de Sam. É neste mundo místico que entra Tess Carroll, uma cativante mulher treinando para navegar sozinha ao redor do mundo em um veleiro. O destino faz com que seu barco seja apanhado por uma violenta tempestade, trazendo-a assim para a vida de Charlie. Sua bela e incomum ligação os leva a uma corrida contra o tempo e a uma escolha entre a vida e a morte, entre o passado e o futuro, entre apegar-se ou deixar o passado para trás – e a descoberta que milagres podem acontecer se nós simplesmente abrirmos nossos corações.”

O livro começa falando em milagres, uma coisa que eu realmente acredito. Muitas pessoas me acham fria em relação a muita coisa, mas quando ouço histórias de coisas inexplicáveis que já aconteceram, eu não resisto. Esse livro me ganhou logo na introdução, onde Florio Ferrente, o bombeiro que muda a vida do personagem principal, Charlie St. Cloud, conta histórias incríveis de sua profissão. 

Como a sinopse já conta, o livro é sobre a vida de Charlie, uma pessoa de muita personalidade que é muito ligado ao seu irmão mais novo, Sam, que morreu em um acidente de carro. A ligação dos dois é muito cativante e emocionante.

Charlie, em um dia de serviço, encontra Tess Carroll (uma personagem de que início não me cativou muito, mas depois se tornou uma pessoa muito especial), uma velejadora famosa da pequena cidade que está pronta para sua volta ao mundo, eles tem alguns encontros, e a partir dai, muita coisa acontece. 

Florio tenta mostrar a Charlie que ele recebeu uma segunda chance de Deus por um motivo especial, ter conhecido Tess em uma tarde no cemitério foi onde tudo começou.

Muitos falam que a história é muito previsível, mas ai que está, você sabe desde o que início o que está acontecendo, mas os personagens não, eles vão descobrindo aos poucos, sem deixar a história entediante. 

A história é bem emocionante, fala sobre partidas e esperanças, e meche muito com os sentimentos. Gostei muito da narrativa do autor, é bem fácil de seguir, e muito bem explicada.

Achei muito interessante esse livro também, porque no meio dos acontecimentos, o autor colocou várias informações e dados importantes sobre o dia a dia, muitas curiosidades sobre barcos, doenças e afins, e não ficou apenas preso nos acontecimentos do livro.

Tornou-se um livro muito especial para mim, sem dúvidas. 

Destaque especial para uma parte que o autor colocou sobre as fontes que ele usou para escrever o livro, dando crédito a todos que o ajudaram, os agradecimentos e também ao especial sobre os projetos do filme, assim como ao trabalho do autor em um cemitério de verdade. 

Agora sobre o filme, fiquei meio decepcionada, eu sei que livros são sempre melhores que filmes, mas não achei que fizeram uma adaptação muito digna. O filme em si não é ruim, mas acho que não conseguiram captar bem todo o drama e passar toda a emoção que o livro trás. 

Gostei bastante das atuações, e a química entre Charlie St. Cloud (Zac Efron) e Sam St. Cloud (Charlie Tahan) ficou realmente cativante. 



“Que ele viva em paz.”



Livro no skoob: Morte e Vida de Charlie St. Cloud 
Nota:




23 novembro 2012

Resenha: Minha vida na França



Estive sumida do blog porque consegui ficar doente bem no final do semestre. Mil provas, mil trabalhos e mil remédios, complicou! Vou postar uma resenha hoje e tentar responder todos os comentários durante o final de semana.


Antes de tudo tenho que falar que esse sim foi um grande achado, se não tiver sido o maior e melhor!
A Bienal de BH é bem pequena, as editoras não fazem estandes (só as de livros para determinada área, como direito, psicologia, etc), então era como um mar de lojas vendendo tudo misturado! Passei várias vezes por uma lojinha bem pequena, com um milhão de livros empilhados, sem nome, sem capricho e sem grande produção, até que resolvi entrar... estava eu entrando em um ‘mundo mágico’, não é brincadeira, lá dava para encontrar cada maravilha importada, com um preço maravilhoso, que só perguntando para acreditar! 

Até que achei a única cópia de Minha vida na França da Bienal, a 10 REAIS! Nem pensei duas vezes, já era meu!

Minha vida na França
Julia Child com Alex Prud’homme
Editora: Pensamento-Cultrix
Tradutora: Celina C. Falk-Cook



"Neste livro, escrito a partir do depoimento de Julia ao escritor Alex Prud'Homme, está o delicioso relato dos anos em que a culinarista famosa viveu sua grande transformação de vida: de uma americana de classe média acostumada a comida 'fast food' como qualquer conterrânea de sua época à estrela da cena gastronômica.
Julia foi parar em Paris em função da vida profissional do marido, Paul Child, funcionário do governo dos Estados Unidos. Paul, mais velho que ela, já conhecia e era apaixonado pela França quando o casal desembarcou na Europa. Julia não tinha ideia do que encontraria, mas guardava uma secreta simpatia de ouvinte das histórias de Paul.O livro condensa seis anos de descobertas, entre 1948 e 1954. Da travessia marítima até o Velho Continente ao primeiro bistrô. Do contato com o maravilhoso mundo das manteigas 'com sabores' à estreia no Instituto Le Cordon Bleu. Tudo isso tendo como cenário a França, e Paris mais especificamente. Esse livro, acima de qualquer coisa, é uma saborosa declaração de amor ao país."



Minha vida na França é uma biografia muito bem escrita, com lembranças incríveis vindo direto da cabeça de Julia Child, e escrita por seu sobrinho-neto, Alex, que passou grande parte ao lado dos últimos momentos de Julia escrevendo esse livro.

Julia, quando mudou para a França, ao lado de seu marido Paul, passou a apreciar mais a culinária, e foi ai que descobriu sua vocação. Estudou em uma das mais renomadas escolas de culinária da França, e teve aula com chefs magníficos, incluindo o Chef Bugnard. 

Passou por vários problemas, teve que se mudar algumas vezes por causa do trabalho de seu marido. Mas por ser uma pessoa determinada, e estar sempre disposta a aprender, conseguiu ser uma autora de sucesso, e lançou o famoso Mastering the Art of French Cooking, livro da culinária francesa para americanos, que mais tarde ganhou uma segunda edição, e também foi apresentadora do programa de culinária The Franch Chef.

Julia descreveu em detalhes os cenários e sabores, o que te deixa com uma vontade incrível de ter vivido na França naquela época. O livro contém várias palavras em francês, e com o tempo, você começa a achar que isso realmente faz parte da sua vida. 

O livro, além de ter um design muito bonito, trás várias fotos da vida dos Child, da infância, das viagens, dos amigos, de Julia preparando vários pratos, etc. É realmente uma obra encantadora! 

O que me chamou mais atenção no livro, é que ele não é separado por capítulos como os livros são normalmente. Ele vem separado em duas partes; cada parte é dividida por capítulos, e cada capítulo é separado por temas. Parece complicado, mas deixa a leitura muito fácil e muito bem organizada.

“Depois de todos os anos que se passaram desde aquela suculenta refeição, ainda não esqueci a sensação de surpresa e a emoção que ela me inspirou. Quase que posso sentir o seu gosto e, ao pensar naquele momento agora, lembro de que os prazeres da mesa e da vida são infinitos... toujours bon appétit!

Minha vida na França foi o livro que inspirou o filme Julie &Julia (estrelado por Meryl Streep e Amy Adams), um dos meus filmes preferidos. O mais interessante é que o filme não segue a história do livro, é um filme divertido, que conta a história de Julia Child e de sua grande fã, Julie. Super recomendo a todos o filme. Assim como o livro, que me ensinou muita coisa sobre a França, seus costumes, sobre culinária, e sobre cultura! Um livro espetacular e maravilhosamente delicioso!



Livro no skoob: Minha vida na França
Nota:



09 novembro 2012

Inspiração: Linn Olofsdotter



Estava fazendo essa semana um trabalho de História do Design, e em meio a pesquisas eu cai no site da ilustradora Linn Olofsdotter. Já havia feito pesquisas da minha área baseando nos trabalhos dela, mas dessa vez resolvi compartilhar, são maravilhosos!

Linn nasceu e cresceu em uma pequena cidade no norte da Suécia, estudou publicidade e design gráfico, e já morou em vários países. No início de 2003, Linn veio para o Brasil, morou no Rio de Janeiro, e lançou a Nakd.tv junto com seu marido Nando Costa. Seus trabalhos já estamparam inúmeros catálogos de moda, rótulos de produtos, revistas, livros e exposições pelo mundo. 















São obras maravilhosas, cada detalhe é encantador! Vale a pena passar no site dela e conferir seus trabalhos. Carregarei Linn como uma inspiração!

03 novembro 2012

Primeira postagem...



Nunca sei como começar um blog... já tive vários, desde que entrei para o mundo da internet, vivia criando blogs diferentes, mas nunca duraram muito. Um tempo atrás eu criei o primeiro Plasticodelic, que ia muito além de um blog pessoal, comecei a falar sobre música, dar dicas e mais, mas perdi a paciência e fiquei um booom tempo sem ter coragem de voltar para esse mundinho dos blogs. 

Meu último blog (que durou até o início do ano) tinha um domínio pessoal, e falava mais sobre minha vida, mas não era o que eu pretendia, cansei, queria algo mais, não queria um diário pessoal, eu quero mesmo é compartilhar dicas com os amigos, falar de livros, músicas, filmes, seriados, receitas... então resolvi criar o Plasticodelic 2.0 (HAHAHA). 

E ai está, não sei se vou conseguir levar para frente, mas tenho altos e bons planos para ele. Ainda falta organizar muita coisa (como comprar um domínio e arrumar um layout), mas resolvi aproveitar o feriado na cidade natal e a falta do que fazer para dar uma organizada aqui. 

Que dê tudo certo! 



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