07 junho 2017

Resenha: True

True
Hilary Duff e Elise Allen
Editora: Editora iD
Tradução: Otávio Albuquerque
"Agora Clea precisará enfrentar uma nova realidade. Para o seu alívio, Sage continua vivo, mas não possui mais o Elixir da Vida - portanto tornou-se mortal. Mais complicado que isso é o fato de sua alma pertencer a outro corpo, o de Nico, que acabou morrendo durante o confronto final. Além de não ser tão fácil se adaptar à nova aparência de Sage, Clea teme perder a amizade de Rayna, namorada de Nico, que pode não aceitar o fato de continuar vendo seu namorado com a alma de outro homem.
Para complicar, Sage não parece tão à vontade nesse novo corpo: ele começa a ter lapsos de memória constantes, muito cansaço e a demonstrar reações cada vez mais agressivas, colocando em risco não só a própria vida como a de Clea. Será que eles vão conseguir achar a resposta para esse descontrole de Sage? Em uma corrida contra o tempo, Clea e Sage buscam desesperadamente a cura para isso, porque ambos sabem que agora só lhes resta uma vida para finalmente serem felizes."

Esse é o terceiro livro da série, e esta resenha
pode conter spoilers dos primeiros livros! 


Chegamos então ao final da trilogia Elixir, que conta a saga de amor eterno entre Clea e Sage. O terceiro livro inicia com Clea, Ben e Sage, agora vivendo no corpo de Nico, voltando para casa. 

Clea agora precisa contar para sua melhor amiga que o namorado dela morreu, e quem ela vê no corpo de Nico é Sage, e, como se não fosse complicado o bastante, ao chegar em casa, Rayna, a melhor amiga, briga com ela quando descobre que Nico faleceu, sem deixar Clea contar o que aconteceu. Rayna fica completamente irritada e diz que tudo gira em torno de Clea, e vamos combinar, gira mesmo, e esse é um dos pontos fracos da trilogia. 

True é narrado por Clea e Rayna, alternando em cada capítulo, e o foco principal agora são os problemas que Sage está tendo em seu novo corpo. Sua alma está rejeitando o corpo de Nico, o tornando um homem muito agressivo, capaz de machucar quem estiver pela frente, inclusive Clea. 

Ben, que sofre por ter tirado a vida de Nico, e Clea, que quer o seu amado bem e ao seu lado para enfim viverem juntos, começam a pesquisar como resolver o novo problema de Sage. 

Depois de um tempo de aceitação, Rayna volta a conversar com Clea para entender o que realmente aconteceu com Nico, e ao perceber como Sage estava, a garota, muito esperançosa, acredita que Nico ainda esteja dentro de seu corpo e que ele procura paz. Rayna então resolve ajudar seus amigos, pensando em como ajudar o seu amor. 

O final da série foi um completo desastre, toda a ação e todos os mistérios criados no segundo livro foram completamente esquecidos. Clea voltou a ser uma personagem sem graça e o romance continua patético, posso dizer aqui que foi ainda pior nesse livro, já que Clea sofria com as crises de Sage e continuava como se nada tivesse acontecido. 

Como se não bastasse a falha na continuação e o retrocesso dos personagens, ainda tivemos que engolir a história de que ninguém viu ou reconheceu Nico, antigo funcionário da casa que faleceu e teve até uma homenagem após sua morte, ou, que ninguém percebeu ou achou estranho o fato de Clea agora namorar o noivo de sua melhor amiga Rayna, que tinha morrido.  

Eu poderia até falar aqui que não valeu a leitura, já que o segundo livro teve uma história melhor e que poderia até ter acabado ali mesmo sem dar mais explicações, até porque o terceiro livro também não deu essas explicações, mas para mim valeu só porque consegui comprar o box por R$20, então foi uma leitura rápida que compensou no meu bolso. 

Leia a resenha dos primeiros livros da trilogia: Elixir e Devoted.

Livro no Skoob: True
Nota:


02 junho 2017

Resenha: Devoted

Devoted
Hilary Duff e Elise Allen
Editora: Editora iD
Tradução: Otávio Albuquerque
"Um amor perdido, mas nunca esquecido…
'Sage é minha alma gêmea. Nós nos amamos há muitas vidas, mas tudo sempre acaba de maneira trágica… Desta vez, no que depender de mim, será diferente. Ele é imortal, e carrega o Elixir em suas veias. Foi arrancado de mim, mas tenho certeza que ainda está bem… por enquanto. Ben, meu grande amigo, vai me ajudar a encontrá-lo, mas para isso teremos de nos aliar à Vingança Maldita. Será mesmo a coisa certa a fazer? Ou será que estou apenas selando novamente nosso destino trágico? Sou Clea Raymond, e vou lutar pelo meu amor com devoção.'"

Esse é o segundo livro da série, e está resenha
pode conter spoilers do primeiro livro!


Como o primeiro livro da trilogia, Elixir, não me agradou tanto, demorei muito para iniciar a leitura do segundo livro, até que um dia, do nada, resolvi terminar de ler a série e acabei surpreendida.

Em Devoted somos apresentados a novos personagens muito importantes para o desenvolvimento da série, como Suzanne, a nova funcionária da mãe de Clea, que também é a nova "namorada" de Ben; Nico, o novo funcionário da casa, também conhecido como a nova paixão de Rayna; e, Amélia e sua família. 

Clea está desesperada desde que Sage foi levado pelos Redentores da Vida Eterna e está fazendo de tudo para encontrar seu amado. Um dia, quando vai visitar o "túmulo" de seu pai, ela percebe que seu colar que ficava no lugar havia desaparecido, e no susto, pessoas estranhas aparecem para ela, deixando um recado, e somem como fantasmas. 

As pessoas que aparecem para Clea são Amélia e sua família, pessoas que tomaram o elixir anos atrás e hoje perambulam no mundo como "almas livres", mas que estão em busca de uma forma para voltar a viver em seus corpos. Amélia é uma criança simpática, que tenta ajudar Clea sem sua mãe saber. Petra, sua mãe, por outro lado, está fazendo de tudo para atrapalhar Clea de encontrar Sage, ela faz aparições na cabeça de Clea, mostrando imagens para que ela desista de seu amor, e assim desligar o laço entre os dois. A briga entre mãe e filha ganha um grande destaque nesse livro.

Clea resolve se aliar à Vingança Maldita, um grupo formado por descendentes das pessoas que roubaram o elixir anos antes, e que agora estão cercados por uma terrível maldição. Esse grupo está atrás de Sage, pois, se eles conseguirem mata-lo, vão quebrar a maldição. Clea vê a Vingança Maldita como a única saída de encontrar seu amor, e junto de seus amigos, ela fecha um acordo com esse grupo.   

Esse livro é narrado por Clea e Amélia, alternando em cada capítulo, achei a parte da narrativa feita pela Amélia mais envolvente e mais interessante, tornou a leitura melhor, e nos permitiu conhecer a história por outro lado além do lado super apaixonado de Clea.  

O segundo livro foi mais intenso, mais interessante e melhor que o primeiro, a parte romântica continua sendo o ponto fraco da história, para mim continuou forçado, mas é uma boa leitura.

Livro no Skoob: Devoted
Nota:


26 maio 2017

Resenha: Elixir

Elixir
Hilary Duff (e Elise Allen)

Editora: Editora iD
Tradução: Otávio Albuquerque
"Com seus dezessete anos, Clea Raymond vem sentindo o brilho dos holofotes desde que nasceu. Filha de um renomado cirurgião e uma importante política, ela se tornou uma talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos. No entanto, após seu pai ter desaparecido em uma missão humanitária, Clea começa a perceber imagens sinistras e obscuras em suas fotos revelando um belo jovem — um homem que ela nunca viu antes.

Quando o destino faz Clea se encontrar com esse homem, ela fica espantada pela conexão forte e instantânea que sente por ele. Conforme se aproximam e se envolvem no mistério do desaparecimento do pai de Clea, eles descobrem a verdade secular por trás dessa intensa ligação. Divididos por um amistoso triângulo amoroso e assombrados por um poderoso segredo que afeta seus destinos, eles embarcam em uma corrida contra o tempo para desvendar seus passados e salvar suas vidas - e seu futuro."

Eu sempre fui apaixonada pela Hilary Duff, sempre amei seus trabalhos como cantora e atriz, e quando vi que ela estava lançando um livro eu fiquei super empolgada com a ideia. 

Hilary veio para o Brasil divulgar o livro na Bienal do Livro do Rio e infelizmente eu não pude participar, fiquei completamente chateada, mas passou o tempo e acabei esquecendo o livro de lado, muito tempo depois consegui comprar o box completo com os três livros por apenas R$20,00, e assim que chegou, iniciei a leitura. 

Em Elixir, nós conhecemos Clea Raymond, uma garota de 17 anos que sempre esteve nos holofotes. Filha uma senadora e de um renomado médico, a garota sempre teve uma vida boa, ama fotografia e viaja o mundo todo trabalhando como fotojornalista. Mas as coisas começam a ficar confusas quando seu pai desaparece em uma missão humanitária no Rio de Janeiro e é dado como morto. 

A melhor amiga de Clea é Rayna, uma garota muito divertida que apaixona por todos os caras que aparecem na sua frente, ela mora na mesma propriedade de Clea, mas em uma casa menor, pois sua mãe é uma das funcionárias da mansão.  

Elas estão em uma viajem em Paris e Clea, como sempre, fotografando tudo, começa a perceber um homem misterioso no fundo de todas as suas fotos, um homem que ela nunca viu antes. Esse homem além de invadir todas as suas fotos, começa também a aparecer em seus sonhos, sonhos bem reais, onde ela era pessoas diferentes em outras épocas, e ela sempre fazia parte da vida desse homem. Ela fica muito assustada, mas também muito curiosa. 

Achei o início do livro muito emocionante e fiquei curiosíssima para saber quem era esse homem e porque ele aparecia em todas as fotos dela, mesmo as mais antigas. 

Clea recebe uma proposta de uma revista para ir ao Rio de Janeiro fotografar o carnaval, e como ela sempre teve um pressentimento que o pai ainda estava vivo, ficou empolgada com a ideia, e convidou seu amigo Ben, um garoto muito inteligente, para ir com ela. 

No Rio de Janeiro, em pleno carnaval, Clea acaba encontrando o homem misterioso, seu nome é Sage, e descobre que possuí uma conexão muito forte com ele. Clea, Ben e Sage agora estão envolvidos no mistério do desaparecimento do pai de Clea, e precisam correr contra o tempo para salvarem suas vidas. Com isso, eles descobrem o passado místico em volta dos três, que sempre viveram em um triangulo amoroso. 

A leitura é rápida e clara, a escrita está detalhada porém sem muita enrolação, os diálogos são bem construídos, assim como os personagens. Infelizmente não consegui simpatizar com Sage, e não vi química entre o casal. Achei muito melosa toda a parte romântica do livro, com isso, passou de um livro que tinha grande potencial para ser maravilhoso para um livro chato. Infelizmente, acabei decepcionada. 

Livro no Skoob: Elixir
Nota: 



15 maio 2017

#ParaVer - Girlboss


Girlboss é uma série da Netflix baseada no livro autobiográfico de mesmo nome, que conta a história de Sophia Amoruso, um dos nomes mais respeitados da moda. É uma releitura bem livre, como é avisado no início de todos os episódios, criada por Kay Cannon.

Foi uma das poucas comédias lançadas pela Netflix que me agradou logo de cara, Sophia é uma garota mimada cheia de manias que, durante o seu crescimento pessoal, nos faz repensar nossas atitudes.

Amei a trilha sonora, a fotografia e os figurinos. Mais uma vez a Netflix nos mostra que sua produção está pensando além, quando cria uma cena onde mostra um fórum virtual de uma forma muito diferente, achei a sacada genial. Estou muito ansiosa pela a leitura do livro, espero ter oportunidade em breve, enquanto isso, deixo minha dica para assistirem a série, vale a pena!

Sinopse:
Baseada no best-seller autobiográfico de Sophia Amoruso, fundadora da famosa marca de roupas on-line Nasty Gal, a trama contará a história de Sophia, uma jovem com ideais anarquistas que se recusa a entrar para a vida adulta e conseguir "um emprego de verdade". Após topar com sua paixão de vender roupas vintage na internet, Sophia se torna uma improvável dona de empresa ao ver o seu pequeno site crescer.

Elenco:
Britt Robertson como Sophia Amoruso
Ellie Red como Annie
Alphonso McAuley como Dax
Johnny Simmons como Shane
Dean Norris como Jay

Trailer:


27 abril 2017

#ParaVer - 13 Reasons Why


13 Reasons Why é uma série americana lançada pela Netflix em março, baseada no livro Thirteen Reasons Why, de Jay Asher. O drama aborda um tema muito forte, uma garota se mata após passar por diversos problemas com colegas da escola, e deixa várias fitas explicando os treze motivos por ter feito isso. 

A série possuí 13 episódios, cada episódio aborda um motivo. Achei o início da série muito bom e me prendeu muito, mas depois de alguns episódios comecei achar bem arrastada. A premissa é muito interessante e aborda vários temas fortes que vale a discussão, como o bullying, o estupro e o suicídio, mas as vezes achei o roteiro falho e superficial, ainda mais por tratar de assuntos como esses.

A trilha sonora é muito boa, e a edição das imagens alternando entre o passado e o presente deixou a série mais profissional, já que as atuações não foram lá grandes coisas. Kate Walsh, pra mim, foi uma grande decepção, não consegui sentir nenhum momento tristeza pela perda da Sra. Baker, foi uma personagem insuportável de engolir, sentia vontade de pular as cenas sempre que ela aparecia.

Não achei a série tão boa como falaram muito quando foi lançada, mas vale a pena assistir para repensar nosso comportamento e discutir assuntos tão importantes, apesar de ser uma história bem adolescente e superficial.

Terminei a temporada com desejo de ler o livro, para conhecer melhor a história que inspirou a série, já que muitos falaram que a abordagem é diferente. 

Sinopse:
A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante tímido do ensino médio, que encontra uma caixa na porta de sua casa. Ao abri-la, ele descobre que a caixa contém sete fitas cassete gravadas pela falecida Hannah Baker, sua colega que cometeu suicídio recentemente. Inicialmente, as fitas foram enviadas para um colega, com instruções para passá-las de um estudante para outro. Nas fitas, Hannah explica para treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte, apresentando treze motivos que explicam porque ela se matou. Hannah deu uma cópia das fitas para Tony, um de seus colegas da escola, que avisa para as pessoas que, se elas não passarem as fitas, as cópias vazarão para todo mundo, o que poderia levar ao constrangimento público e vergonha de algumas pessoas, enquanto outros poderiam ser ridicularizados ou presos.

Elenco:
Dylan Minnette como Clay Jensen
Katherine Langford como Hannah Baker
Christian Navarro como Tony Padilla
Alisha Boe como Jessica Davis
Brandon Flynn como Justin Foley
Justin Prentice como Bryce Walker
Miles Heizer como Alex Standall
Ross Butler como Zach Dempsey
Devin Druid como Tyler Down
Amy Hargreaves como Lainie Jensen
Derek Luke como Kevin Porter
Kate Walsh como Olivia Baker

Trailer:


04 abril 2017

Últimos filmes vistos - #18

Meus amigos, voltei! E voltei com a coluna que mais gosto, onde mostro os últimos filmes que assisti. Fiquei um tempo sem atualizar o blog e nisso assisti vários filmes legais, mas agora vou indicar apenas os últimos que eu assisti.

O Chamado 3
"O filme amaldiçoado de Samara começa a circular novamente e faz mais vítimas. Entre os que têm o destino alterado ao assistir o vídeo está a jovem Julia. Assim como o namorado Holt, ela recebe uma ligação sinistra, avisando que só lhe restam sete dias de vida. Até lá, ela precisa descobrir um meio de se libertar da maldição de Samara e de sobreviver às aparições malignas da menina."

Quando era mais nova eu adorava os filme da franquia, quando estreou o terceiro eu fui ao cinema assistir sem nenhuma expectativa, achei legal o filme para passar o tempo, a trilha sonora, mixagem e edição de som fez toda a diferença, levei alguns sustinhos com isso, mas é uma história fraca, não consegui conectar com os outros filmes por causa do tempo, mas também não parei para rever os filmes, pesquisar ou fazer as contas pra ver se bate mesmo as idade dos personagens.

Logan
"Em um futuro próximo, um cansado Logan cuida do doente Professor Xavier em um esconderijo na fronteira mexicana. Mas as tentativas de Logan de se esconder do mundo e de seu legado são interrompidas com a chegada de uma jovem mutante, perseguida por forças sombrias."

Sou apaixonada pelo ator Hugh Jackman, principalmente quando está interpretando seu personagem Wolverine, fiquei muito ansiosa para assistir esse filme mas ao mesmo tempo triste por despedir de um personagem tão importante da minha adolescência. O filme ficou muito bem feito, a história é incrível e muito emocionante. Saí do cinema triste pela despedida.

Última Viagem a Vegas 
"Billy, Paddy, Archie e Sam são amigos desde a infância e hoje são senhores de idade. Quando Billy, o solteirão do grupo, decide enfim pedir em casamento sua namorada de trinta e poucos anos, ele e os amigos resolvem viajar até Las Vegas para reviver a juventude e curtir uma tremenda despedida de solteiro. O que eles não imaginavam é que a Las Vegas atual seria bem diferente da cidade que eles conheceram décadas atrás."

Estava passando pelos canais da TV e acabei achando esse filme na programação, quando vi o elenco e sinopse fiquei bem curiosa e reservei o filme. Apesar de muitas críticas, eu gostei muito do filme, ri de verdade de muitas situações e adorei a história. Recomendo muito!

Clube dos Cinco
"Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, tendo de escrever uma redação de mil palavras sobre o que eles pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas bem diferentes, enquanto o dia transcorre passam a aceitar uns aos outros e várias confissões são feitas entre eles."

Muito ouvi falar e nada sabia sobre o que realmente se tratava esse filme, então em uma noite resolvi procurar na Netflix e assisti. Achei a ideia bem interessante pelo ano que foi lançado, mas são personagens chatos e uma história bem arrastada. É um clássico pela época, mas assistindo hoje em dia sem nada saber sobre, o sentimento que tive foi de assistir um filme superestimado.

A Bela e a Fera
"Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana."

Ainda estou encantada com o filme, trouxeram nessa nova versão todas as características da animação original, foi de tirar o fôlego. As músicas, a fotografia, o figurino, impecáveis, lindo, lindo, lindo, um filme encantador!


Já assistiu algum desses filmes? O que achou?


14 março 2017

Resenha: Belleville


Belleville
Felipe Colbert
Editora: Novas Páginas
“Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai, e, de quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício...
Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão – e para um pedido de socorro...”


Comprei esse livro na Bienal do Livro de Minas Gerais que aconteceu no ano passado por dez reais, eu já conhecia o livro pela capa, que chamou muito a minha atenção, mas não sabia muito bem do que se tratava. Esse ano resolvi dar uma chance para a leitura, que acabou não sendo tão animadora como eu esperava.

A história se passa em Campos do Jordão, o livro intercala a narrativa de Lucius e Anabelle entre os capítulos, essa é uma característica que eu adoro em livros, conhecer a história por dois pontos de vistas diferentes. No início acreditei que esse seria mais um romance adolescente clichê, mas o ponto alto da história é que 50 anos separam os dois garotos, que vivem na mesma casa, em anos diferentes. 

Lucius é um garoto comum de 20 anos, nunca foi popular, nunca teve sucesso com as mulheres, e nunca chamou a atenção de ninguém.  Ele possui uma ligação diferente com seu pai, que ainda sofre muito com a perda de sua mulher. O garoto acabou de se mudar sozinho para Campos do Jordão para cursar faculdade de Matemática, e com o dinheiro limitado, Lucius foi morar em um casarão que ficava afastado do centro da cidade, que, apesar de ser bem aconchegante, precisava de uma grande reforma.

Curioso com sua nova moradia, Lucius resolve conhecer um pouco mais seu novo lar, e vasculhando uns livros antigos da biblioteca, ele encontra uma fotografia antiga de uma garota muito bonita segurando uma caixa, que parecia ter sido tirada naquela mesma casa anos antes. Curioso, o garoto resolve ir ao quintal da casa o procurar pelo local onde a fotografia foi tirada, e, acaba encontrando enterrada ao lado de um pilar, a caixa com uma carta dentro. 

A carta datada em 1964 é um pedido de ajuda para a realização de um sonho, Anabelle pedia ao futuro morador que ajudasse a construir uma montanha russa, projeto que seu pai criou quando ainda era vivo para presentear a menina. 

Anabelle está passando pelo pior momento de sua vida, ela perdeu seus pais e agora vive sozinha em sua casa tendo apenas a companhia de seu gato Tião. Com o pouco dinheiro que seu pai deixou antes de falecer, a menina tem se virado para sobreviver. Seu único sonho é dar continuidade no desejo de seu pai, e com isso ela resolve escrever uma carta com esperança de que em um futuro, alguém consiga realizar esse pedido. 

Lucius de início acha a ideia completamente fora de seu alcance, um pobre garoto que acaba de mudar para a cidade, sem dinheiro, sem amigos, construir uma montanha russa no quintal de casa, então resolve responder a carta, pedido para que o futuro morador ajude Anabelle e seu pai nesse sonho. 

Estranhamente Anabelle encontra a carta que Lucius respondeu, e achando que era uma brincadeira de mau gosto, já que a carta estava datada no ano 2014, responde de uma forma curta e grossa. O ponto alto da história é a comunicação dos dois moradores da casa, que vivem em anos diferentes, mas que resolvem ajudar um ao outro, criando laços amorosos. 

Infelizmente eu não consegui ter nenhuma conexão com nenhum dos dois personagens principais, achei algumas atitudes que eles tomaram não fazem sentido na vida real, o que torna a história um pouco chata. Meu sentimento ao ler o livro era de que o autor não sabia como é viver sozinho com tantas responsabilidades, e criou uma história onde as coisas parecem ser fáceis e simples demais, como foram contadas no livro. 

O livro traz uma carga emocional muito forte, fiquei muito surpresa com o rumo que a história tomou no final, e achei interessante o desenrolar, mesmo o autor insistindo com um roteiro onde as coisas simplesmente acontecem como num passe de mágica. É um livro legal para passar o tempo, a premissa é muito interessante mas para mim ficou um pouco forçado, uma boa história mas mal contada. 

Livro no Skoob: Belleville
Nota: 


16 fevereiro 2017

Resenha: H Potter e a Criança Amaldiçoada

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Jack Thorne, John Tiffany e J. K. Rowling

Tradução: Anna Vicentini
Editora: Rocco
“Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.”

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é uma peça de teatro de duas partes que foi escrita por Jack Thorne e John Tiffany, baseada na história de J.K. Rowling. Fiquei muito empolgada pela leitura quando a Rocco anunciou que iria lançar o livro no Brasil, mas como não consegui o livro assim que foi lançado, acabei vendo inúmeros comentários criticando a obra e fiquei com um pé atrás. Por sorte acabei ganhando o livro, foi uma das leituras mais rápidas que fiz recentemente, pois a história me prendia o tempo todo e não conseguia largar. 

Dezenove anos depois dos acontecimentos do sétimo livro, agora temos o segundo filho de Harry Potter, Alvo Severo Potter, como protagonista da história. Escolhido pelo Chapéu Seletor para fazer parte da casa Sonserina, Alvo sofre muito em seu primeiro ano em Hogwarts, ele se sente pressionado por ser filho de Harry e sobrecarregado em ter nomes tão importantes do mundo bruxo, ele acaba se tornando uma criança solitária, seu único e melhor amigo é Escórpio, filho de Draco Malfoy, e suas atitudes fazem com que seu relacionamento com seu pai não seja muito bom. 

Entre os problemas pessoais de pai e filho, o Ministério da Magia descobre que alguém está tentando produzir novos vira-tempo, que foram proibidos ainda na época de Harry. Hermione, agora Ministra da Magia, e Harry, que também trabalha no Ministério, conseguem pegar o vira-tempo que foi apreendido, mas invés de destruí-lo, eles acabam guardando a peça. 

Amos Diggory, ainda inconformado com a morte de seu filho Cedrico no Torneio Tribruxo, vai atrás de Harry para saber se os boatos de que um vira-tempo tinha sido apreendido são verdadeiros, implorando para que Harry volte ao passado e salve seu filho, pois ele acredita que isso é o certo a ser feito, já que seu filho morreu em uma batalha que não fazia parte. 

Alvo escuta a conversa e decide ajudar Amos, ele resolve roubar o vira-tempo apreendido e voltar no tempo, podendo assim se afirmar como um grande bruxo, ajudando um pai que perdeu seu filho injustamente. Ele convence Escórpio de se juntar nessa aventura, mas sua decisão de alterar o passado pode trazer sérias consequências.

Eu acho bem interessante histórias sobre viagens no tempo quando elas são bem desenvolvidas, gostei da forma em que foi trabalhada nesse livro, e confesso que durante a leitura eu me lembrei muito de Flash e suas alterações no tempo, onde todas as modificações resultava em sérias consequências no presente. Com as crianças não foi diferente, a cada tentativa de fazer o certo, elas acabavam causando inúmeros problemas, mexendo com um passado muito assustador onde um bruxo das trevas queria dominar o mundo da magia. 

Gostei muito dos personagens que nos foi apresentado nessa nova história, apesar de Alvo ter uma personalidade forte, gostei da amizade que ele criou com Escórpio. Ao longo da narrativa podemos perceber como eles são apenas duas crianças inocentes, assim como Harry foi no início da sua jornada. Escórpio é sem dúvidas o ponto alto desse livro, o personagem é muito carismático, nunca imaginei que falaria que um Malfoy é meu preferido! 

O ponto fraco do livro pra mim foram os personagens já conhecidos, não consegui ter a ligação com Harry, Rony, Hermione e Gina como tinha nos livros escritos pela J.K., senti uma diferença que chegou a me incomodar na personalidade deles, entendo que agora eles são adultos, mas em alguns momentos pareciam que eram outras pessoas, já Draco eu achei muito bem construído como uma pessoa madura. 

Foi a primeira vez que li um livro em forma de uma peça teatral, apesar de não ter todos os detalhes descritos como somos acostumados, achei bem interessante esse formato, torna a leitura mais rápida. Várias vezes me peguei imaginando a peça sendo reproduzida em um palco ao ler alguma descrição de cena e cenário.

No geral eu achei a história bem divertida, gostei muito de poder viajar no mundo mágico do Harry Potter novamente. Assim como muitos fãs, não considero este o oitavo livro da série, mas sem dúvidas é um spin off muito gostoso de ler que conquistou meu coração!  

Nota: