29 julho 2018

Resenha: Auto da Compadecida

Auto da Compadecida
Ariano Suassuna
Editora: Nova Fronteira

"O Auto da Compadecida consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste."

Achei esse livro na estante do meu namorado e me interessei muito pela leitura, conhecia a história pelo famoso filme de mesmo nome produzido pela Globo Filmes que foi lançado em 2010, e me surpreendi ao perceber como a adaptação foi fiel nos detalhes dos personagens e características da história. 

A história começa quando Chicó e João Grilo tentam convencer o padre a benzer o cachorro de sua patroa, a mulher do padeiro. Porém o cachorro acaba morrendo nesse meio tempo, e agora a dona do cachorro muito triste, quer que o padre faça toda a cerimônia para enterrar o cachorro.

O padre não quer enterrar o cachorro, mas então João Grilo conta ao padre que o cachorro tinha um testamento, onde deixava em nome do padre dez contos de réis e três para o sacristão, caso eles fizessem seu enterro em latim. Então o padre, interessado pelo dinheiro, se anima e resolve realizar o enterro do cachorro. Até que o bispo descobre, e João Grilo inventa que o testamento na verdade deixava seis contos para a arquidiocese e apenas quatro para paróquia, fazendo assim o bispo aceitar o enterro do cachorro sem maiores problemas. 

João Grilo, esperto como era, se aproveitando de toda a confusão, resolve também ganhar em cima disso, ele então tenta vender um gato para a mulher do padeiro, o gato que “descomia” dinheiro. Na verdade era um gato comum que Chicó tinha colocado moedas, mas a ganância da mulher falou mais alto e ela logo comprou o gato querendo mais dinheiro. Mas o padeiro acaba descobrindo que o gato era um gato comum, e volta até a igreja para brigar com João Grilo. 

Agora todos os personagens estão reunidos na igreja, e barulhos de tiros são ouvidos de lá. Era o cangaceiro Severino, o mais temido cangaceiro, que não tinha dó nenhuma na hora de matar quem passasse na sua frente. E ele matou, matou o padre, o bispo, o padeiro, a mulher do padeiro, e no meio da confusão, João Grilo dá ao cangaceiro uma gaita abençoada que teria o poder de ressuscitar as pessoas. 

João Grilo finge que mata Chicó e depois toca a gaita, então seu amigo finge volta a vida. Animado com o presente, Severino pede para morrer e ser ressuscitado, mas como a gaita era uma das mentiras de João Grilo, ele acaba morrendo, mas antes de morrer, ele acaba matando João Grilo junto.

Todos vão para o julgamento, menos Chicó que sobreviveu. No julgamento, o Diabo faz o papel de advogado de acusação, Nossa Senhora a advogada de defesa e Jesus Cristo o Supremo Juiz.

Essa história nordestina é recheada de referências, uma obra prima cultural que mescla a comédia, com a literatura de cordel e tradições religiosas. Uma história que mostra ganância, mentira e as faces do ser humano.

É o segundo livro que leio em forma de peça teatral, no início é meio complicado, mas depois que acostuma com o tipo de leitura, a história flui muito bem. Ri muito com as situações descritas na história, principalmente ao relembrar das cenas do filme. Recomendo muito a leitura! 

Livro no Skoob: Auto da Compadecida
Nota:


13 comentários:

  1. Oi, Claris!
    Eu nunca li o livro d'O Auto da Compadecida, mas eu amo o filme. É um dos meus nacionais favoritos!
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Oi Claris, tudo bem? Eu li na adolescente e foi meu primeiro contato com livros narrados como peça e gostei bastante. Amo a adaptação para filme!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  3. Olá Claris, tudo bem??

    Menina, eu lembro que assisti o filme há muitos anos e me diverti muito. Mas o livro eu nunca tinha pensado em ler não haha. Mas deve ter sido bem legal a leitura, mesmo com a ressalva do meio, livros assim geralmente tem umas partes maçantes mesmo. Xero!!

    https://minhasescriturasdih.blogspot.com

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  4. Claris, nunca assisti ao filme e também não cheguei a ler o livro. Mas gostei da sua resenha e o livro me chamou a atenção. Vou ler com certeza!

    Beijo!
    Cores do Vício

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  5. Amei!!!

    Excelente artigo!

    Um dos melhores blog que acesso, sempre tem artigos novos e com bastante conteúdo de qualidade.

    Parabéns!


    Meu Blog : www.loterias.eco.br

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  6. Oi Claris,
    Eu conheço a história pelo filme mesmo, acho bem divertido.
    Pela sua ótima resenha, dá pra notar que a leitura é tão boa quanto. Já tive experiência com algumas nesse formato de peça, o início é sempre complicado mesmo.

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  7. Adorei a resenha, já vi o filme várias vezes hahaha, o livro parece ser ótimo também! <3
    Bisous,
    Blog Pequeno Muffin | Lara Reis
    www.pequenomuffin.com.br

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  8. Oi Claris,
    Este, não é meu clássico favorito, eu o li há muitos anos, estava no ensino médio ainda, rs. Mas admiro a relevância da obra.
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com/

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  9. Oi Clari! Eu acho bem difícil ler livros em forma de peça, que bom que vocçe conseguiu aproveitar e gostar da história. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  10. Esse é um clássico que ainda não conhecia. Mas os comentários sobre ele estão tão positivos que é impossível não querer ler!

    www.kailagarcia.com

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  11. Ainda não li o livro, mas já assisti ao filme por diversas vezes e adorei. Pela resenha o livro foi retratado bem ao filme com ótimas adaptações.
    Beijos boa semana
    http://bellapagina.blogspot.com/

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  12. Eu li o livro e assisti ao filme.
    São muito bons.
    Bom restante de semana!

    Jovem Jornalista
    Fanpage
    Instagram

    Estamos de volta do hiatus!

    Até mais, Emerson Garcia

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